<?xml version='1.0' encoding='UTF-8'?><?xml-stylesheet href="http://www.blogger.com/styles/atom.css" type="text/css"?><feed xmlns='http://www.w3.org/2005/Atom' xmlns:openSearch='http://a9.com/-/spec/opensearchrss/1.0/' xmlns:georss='http://www.georss.org/georss' xmlns:gd='http://schemas.google.com/g/2005' xmlns:thr='http://purl.org/syndication/thread/1.0'><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442</id><updated>2011-11-26T08:52:37.678-02:00</updated><title type='text'>Palpites e Café</title><subtitle type='html'>Cafeinando idéias, adoçando palavras.</subtitle><link rel='http://schemas.google.com/g/2005#feed' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/posts/default'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default?max-results=100'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/'/><link rel='hub' href='http://pubsubhubbub.appspot.com/'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><generator version='7.00' uri='http://www.blogger.com'>Blogger</generator><openSearch:totalResults>29</openSearch:totalResults><openSearch:startIndex>1</openSearch:startIndex><openSearch:itemsPerPage>100</openSearch:itemsPerPage><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-7656110237623022569</id><published>2011-02-09T17:50:00.002-02:00</published><updated>2011-02-09T17:56:04.851-02:00</updated><title type='text'>Desde que os tempos mudaram</title><content type='html'>Quatro e quinze da madrugada. Hoje esses números eram apenas a hora habitual de se perder o sono em plena quarta-feira, depois de não ter obtido sucesso na tentativa de manter os olhos fechados por muito tempo. Entretanto, esses mesmos números já tiveram outro significado. Coincidência, ironia ou uma brincadeira de mau gosto desses algarismos, eles faziam questão de ressurgir em intervalos regulares para não se deixarem esquecer, para a sua importância no passado não conseguir ser superada. Lá estavam eles, naquele número de telefone anotado às pressas no canto da folha e depois lido com uma surpresa que logo em seguida transformava-se em raiva. Eles também estavam a encará-la, com curvas de deboche e prepotência, diretamente da placa do automóvel parado a sua frente no congestionamento quilométrico ao qual tinha de se submeter diariamente. Nesse caso, não havia possibilidade alguma de fuga, então Mariana continuava a tomar o seu café em copo descartável e aumentava ainda mais o volume da música, a fim de que esta transcendesse o sentido da audição e tomasse por inteiro a sua visão, para que o “1504” a sua frente fosse visto como uma linda melodia, despido de lembranças e arrependimentos iniciados no dia quinze do mês quatro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quatro e vinte e dois. Mariana já havia preparado um chá e agora se encontrava em pé, em frente à janela da sala de estar do seu pequeno apartamento, admirando a cidade adormecida. Era inevitável não olhar logo abaixo, para a calçada, e imaginá-los caminhando sobre ela, mãos dadas, sorrisos a postos. Ou olhar para o pub quase em frente ao edifício em que reside e reconstituir as noites animadas que passaram sentados, bebendo, conversando, sozinhos ou com amigos, mãos atadas sobre o colo do outro. Esse era um dos maiores vazios que havia deixado com a sua ausência: a sua mão para segurar. Ela representava muito mais para Mariana do que uma convenção, do que um costume dos amantes. Quando Pedro segurava sua mão, ele segurava-a por inteiro. Ele representava segurança, uma sombra capaz de protegê-la da luz, uma luz capaz de mantê-la a salvo da escuridão. A caneca de porcelana cheia de chá aquecia sua mão, que a envolvia numa tentativa falha de suprir a sua necessidade de calor, mas de um calor que fosse vivo, de um calor que a fizesse viver novamente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Essa invasão de pensamentos e lembranças era a deixa que o sono precisava para desaparecer de vez. Isso já vinha acontecendo há um bom tempo - desde que os tempos mudaram. Noites em claro, dias que não passavam de uma contagem regressiva de horas, minutos e segundos para chegar ao seu apartamento e enterrar-se na cama. Não rezava mais. Perdera esse costume ainda adolescente, apesar das súplicas de sua mãe católica. Não que não acreditasse em “algo maior”, denominado de diversas maneiras de acordo com cada religião de existe por aí. Esse era apenas um costume que havia ficado para trás, e que ao menos era seu: era algo que lhe fora ensinado quando Mariana ainda não havia construído seus próprios critérios de julgamento, época em que apenas se aceita o que é imposto, sem qualquer contestação. A decisão de não rezar não era certa ou errada, era sua, assim como as demais decisões em relação à sua vida. Mariana não rezava, preferia induzir sonhos. Quando deitava sua cabeça sobre o travesseiro macio, resgatava as melhores lembranças e tornava-as realidade, modificando-as sem pudor algum, de acordo com as suas vontades, usufruindo de uma liberdade que só possuía em sonho. Mariana fazia isso até os suspiros nostálgicos transformarem-se em uma respiração inaudível e ritmada, indicando que o sono chegara, arrebatando a indutora de sonhos para outra dimensão, sobre a qual ela não detinha poder algum.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco para às cinco. Nem mesmo o melhor dos sonhos induzidos era capaz de despertar em Mariana o sono essa noite. Sentada no tapete da sala (em sua opinião, a peça mais aconchegante da casa), com as costas apoiadas contra o sofá, a caneca, agora fria, guardando um resto de chá também frio, abraçada pelas suas mãos, olhos abertos na escuridão do ambiente, quebrada apelas pela luz que emanava da cozinha, a qual havia deixado acesa. Mariana dizia não ter arrependimentos, não guardar ressentimentos, mas por vezes imaginava-se, em um ponto do passado, mudando alguma atitude sua, escolhendo outro caminho que não o percorrido. Presumia se finais alternativos seriam possíveis a partir disso. De súbito, fechava os olhos com força, balançava rapidamente a cabeça de um lado para o outro, como se isso bastasse para apagar todos esses pensamentos, todas essas hipóteses que a corroíam por dentro cada vez que emergiam de um lugar dentro de si, lugar que ao menos conhecia, o que impossibilitava que ela o destruísse, como bem o queria.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;“Aquele desgraçado poderia ao menos ter me olhado nos olhos uma última vez antes de desviá-los para sempre dos meus”. Era isso que mais a machucava, era nisso que perdia horas de sono pensando. Os olhos de Pedro eram a coisa mais linda que os seus já haviam visto. Eram olhos que acalmariam tempestades somente ao fitá-las, mudariam o sentido do vento somente com um piscar, iluminariam o mundo com o seu brilho raro. Quando Pedro a olhava nos olhos, era como se aquela troca de olhares fosse a única coisa que existisse, como se aquele momento fosse o único indispensável, como se aqueles olhos fossem a única maneira de Mariana encontrar a sua paz. Não eram olhos grandes, mas eram grandes o suficiente para que Mariana se perdesse dento deles com uma facilidade maior do que sempre gostara. Odiava o modo como ficava vulnerável perto de Pedro, como ele a fazia perder os pudores, como ele desnorteava seus critérios. E ao mesmo tempo amava tudo isso. Amava sentir-se vulnerável ao seu lado, capaz de amar, de ter seu coração abalado por um simples suspiro que saísse de seus lábios. Ela, que sempre se julgou intocável, inabalável, indestrutível, adorava admitir que estivera errada durante muito tempo. Mariana não era intocável, apenas ninguém a havia tocado como Pedro o fizera.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Cinco e quarenta. Estariam dormindo juntos, como um só. Mariana estaria sentindo a pele de Pedro na sua, Pedro confundiria a sua respiração com a de Mariana. As pernas entrelaçadas representariam um laço ainda maior, que supunham ser incapaz de se desfazer. O amor não deixaria espaço para pesadelos. O sonho já foi real, e Mariana só percebeu isso depois de muito tempo - “depois que os tempos mudaram”. Mariana levantou-se, com um ar de apatia e resignação, dirigiu-se à cozinha, deixou a caneca sobre a pia, apagou as luzes, e foi tateando no escuro até seu quarto. Após deitar a cabeça no travesseiro, ao menos tentou induzir sonhos: o que ela queria era que os tempos não tivessem mudado tanto assim.&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-7656110237623022569?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/7656110237623022569/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=7656110237623022569' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7656110237623022569'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7656110237623022569'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2011/02/desde-que-os-tempos-mudaram.html' title='Desde que os tempos mudaram'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-9124932333186066654</id><published>2010-11-16T04:28:00.023-02:00</published><updated>2010-11-16T07:18:00.495-02:00</updated><title type='text'>A visita</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TOJL8NaEQ5I/AAAAAAAAAS0/Bs-Jbc9PN-0/s1600/102718684.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5540073989382357906" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TOJL8NaEQ5I/AAAAAAAAAS0/Bs-Jbc9PN-0/s320/102718684.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;Não era dia de visitas, nunca havia sido. Ela não costumava manter a casa organizada esperando que estas aparecessem, nem tinha o hábito de organizar a si própria para receber qualquer estranho ou conhecido. E ela o fazia de maneira inconsciente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Depois de já ter organizado a sala tantas vezes, tirado o pó que encobria tanta coisa - que talvez devesse ter permanecido encoberta, por fim -, guardado retratos antigos na esperança cega de que ocultar memórias fosse igualmente simples, depois de ter comprado flores com novos aromas, tapetes com novas texturas e quadros com paisagens renovadas, ela percebeu que cada transformação trazia, como que atrelada à mão, várias invenções consigo. Invenções de desculpas, outro compromisso qualquer, com pessoas da mesma forma inventadas. Inventando para si própria, desde o princípio, um motivo que justificasse a visita e uma possível continuidade dela. Afinal, o sofá era de veludo nobre, as paredes eram claras, e a geladeira sempre estivera farta: não haveria motivos para o visitante recusar um próximo convite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas o convite não era refeito. Ela não queria receber novamente o visitante. Não que a visita fosse de todo o mal. Ela sabia disfarçar o seu lado antissocial quando bem convinha - procurava manter-se sempre bem informada quanto às condições climáticas, já que conversar sobre o tempo era um remédio deveras eficaz contra silêncios constrangedores. O problema dela não estava em encantar, mas em ser encantada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi justamente num dia de sala desorganizada, com o pó encobrindo cantos e retratos antigos, flores murchas, tapete velho e quadros vazios que ela recebeu um novo e inesperado visitante. Fosse esperado, não o receberia naquelas condições, com tais roupas, o cabelo por arrumar, a pele sem maquiagem nenhuma - apesar de saber que algumas marcas eram definitivas, resistiriam a qualquer tentativa de disfarce.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O visitante se mostrou tão eufórico e agitado de início que causou certo repúdio na anfitriã. Ela, que sempre fora do silêncio, via seus cômodos repletos de som, de uma vibração inédita. À medida que o visitante percebeu que não precisava se fazer notar pelo barulho, foi que ela o notou. Não havia a necessidade de mencionar uma tempestade iminente ou o calor insuportável tendenciando minimizar os silêncios constrangedores aos quais ela sempre fugira. Os silêncios não mais eram constrangedores, não havia do que fugir, não havia motivo para preenchê-los de palavras e acabar por perder tudo o que neles era dito. E visto. E respirado. E sentido.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Parecia que o visitante já conhecia cada peça da casa, e cada canto da anfitriã, sem esta tê-la/ter-se ao menos apresentado a ele. Ela chegou a esquecer-se do pó que recobria a superfície, das flores da estação passada, dos retratos que permaneciam em pé. De súbito, as coisas haviam adquirido nova dimensão: o que antes deveria ser reformulado a tempo para receber qualquer visita, naquele dia não era o motivo que retia o visitante junto a ela, como bem o sabia. E ela nem mesmo esperava que ele, de repente, trouxesse à sua vista a mão que mantinha atrás das costas com os dedos envolvendo meia dúzia de flores vivas e perfumadas, ou que acrescentasse alguma espécie de valor material à desorganização da sua casa. O visitante ditava a ordem dentro dela, sem precisar de qualquer gesto concreto, mesmo a distância.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Após um tempo que não se sabe ao certo quanto foi (inclusive o tempo tornou-se relativo), a despedida fez-se promessa de reencontro:&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;- Até a próxima, até logo. - ela disse, deixando transparecer na voz um misto de felicidade, pela visita que acabara de receber, e tristeza, sabendo que essa mesma felicidade da presença seria motivo de saudade na ausência.&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;O visitante respondeu com um sorriso escondido e um olhar fixo no dela, caminhando inicialmente de costas para onde seguia para acompanhá-la por mais tempo enquanto se afastava, passos lentos e compassados, para então virar as costas a ela, até ela perdê-lo de vista em meio aos outros transeuntes.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Foi a primeira e única porta que ela abriu e não fechou após a despedida. &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-9124932333186066654?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/9124932333186066654/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=9124932333186066654' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/9124932333186066654'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/9124932333186066654'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/11/visita.html' title='A visita'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TOJL8NaEQ5I/AAAAAAAAAS0/Bs-Jbc9PN-0/s72-c/102718684.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-8909615753561501622</id><published>2010-07-26T20:36:00.007-03:00</published><updated>2010-07-27T21:22:21.871-03:00</updated><title type='text'>Por um arbítrio livre</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TE44BvIrlLI/AAAAAAAAASk/mrZTKdYm5gE/s1600/102263397.jpg"&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5498393797549855922" border="0" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TE44BvIrlLI/AAAAAAAAASk/mrZTKdYm5gE/s320/102263397.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-family:trebuchet ms;font-size:85%;"&gt;&lt;br /&gt;Livre-arbítrio. Supostamente deveríamos ir e vir amparados pela segurança e liberdade que essa palavra evoca. Porém, com tantos valores e comportamentos questionáveis desse nosso tempo, feitos banais dada sua generalização, seria um perigo à própria raça humana termos livre-arbítrios completamente livres andando por aí. A parte ruim e injusta de todo esse emaranhado de livre-arbítrio reprimido são as vontades emudecidas não por representarem qualquer espécie de ameaça a outro ser, mas sim por ousarem contrariar as convenções pré-estabelecidas do que é certo e errado.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Existem padrões de comportamento que são indiscutíveis e assegurados por lei, devido à sua prática e principalmente à sua possível transgressão envolverem a vida de mais de um indivíduo, podendo colocá-la em risco. Porém, no que diz respeito à individualidade, a liberdade de escolha deveria prevalecer sobre as imposições sociais, desde que as conseqüências de tais escolhas não venham a ameaçar a própria integridade física e moral de quem as pratica.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No momento de tomar qualquer atitude para desvencilhar-se de um status quo infeliz, ainda que dentro dos "padrões", cuja origem já se perdeu e queda não se prevê, é preciso mais do que coragem: é preciso acreditar que vale a pena correr todos os riscos para ter seu desejo realizado. É nesse momento de hesitação que muitos infelizes permanecem infelizes, e passam a enxergar a felicidade como utopia, pertencente a uma realidade paralela, onde o acesso só não é restrito aos sonhos reprimidos, que poderão, enfim, brincar de serem possíveis.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os infelizes não desistiram da felicidade, apenas têm medo do que podem vir a perder pelo caminho ao tentar encontrá-la. Não se deve confundir esse medo com uma covardia sem motivos. Na hora de pesar o que vale mais, a razão geralmente predomina sobre todo o resto, e acaba ditando o rumo a ser seguido. A felicidade, independentemente da razão, sempre tem um peso maior, e, justamente por pesar tanto, às vezes não se consegue carregá-la.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Apesar de todas as amarras e da correnteza contrária a ser enfrentada, lutemos pela nossa felicidade de maneira a torná-la cada vez mais palpável e da forma que menos nos exponha - julgamentos alheios não são encorajadores por natureza. Na pior das hipóteses, cada conflito nos preparará para o próximo, e conheceremos a nós mesmos como nunca. E, quem sabe, não encontremos, permeando esse autoconhecimento, aquilo que realmente estávamos procurando.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-8909615753561501622?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/8909615753561501622/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=8909615753561501622' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/8909615753561501622'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/8909615753561501622'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/07/por-um-arbitrio-livre.html' title='Por um arbítrio livre'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TE44BvIrlLI/AAAAAAAAASk/mrZTKdYm5gE/s72-c/102263397.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-1836842116063432707</id><published>2010-06-06T11:14:00.015-03:00</published><updated>2010-06-06T12:56:04.285-03:00</updated><title type='text'>Passado x Presente x Futuro</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TAvDZQOCP4I/AAAAAAAAASE/lW0NOivcpe8/s1600/sb10065545cl-001.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 234px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5479688210244321154" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TAvDZQOCP4I/AAAAAAAAASE/lW0NOivcpe8/s320/sb10065545cl-001.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;Amparados pelas tecnologias que superam umas as outras a cada dia, encurtamos distâncias, suprimos nossa necessidade de socialização por algo que nos proporcione prazer, teoricamente, na mesma medida (quantos solitários mundo afora driblam a solidão com a companhia de um bichinho de estimação, ou ainda escondem-se atrás de uma tela de computador para poderem escancarar sua verdadeira personalidade, incompatível com a realidade a qual estão sujeitos?). Entretanto, apesar de rodeados por todo esse aparato tecnológico, continuamos insatisfeitos por ainda não terem inventado uma maquinaria que deixasse o passado e o futuro ao alcance das nossas mãos, assim como nos é, unicamente, o presente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O passado. Aposto que todos, em algum momento da sua existência, quiseram ter acesso a esse baú de recordações, um tanto empoeirado, mas nem por isso menos valioso. Descontentes com o presente, agarramo-nos às nossas lembranças mais encantadoras. Geralmente recorremos à infância, onde tudo parecia tão puro e incorrompível. Os dias eram despretensiosos, por vezes curtos diante de tantas brincadeiras e disposição, encerrados com uma xícara de &lt;em&gt;Nescau&lt;/em&gt; quente em frente à televisão. Perdoem-me os metropolitanos, oriundos de capitais, mas eu não troco a minha criação interiorana por um apartamento que limita possibilidades (e potencializa os desastres e puxões de orelha) e um &lt;em&gt;playground &lt;/em&gt;no fundo do prédio, rodeado por cercas que remetem à prisão. Nada como um pé encardido de tanto correr descalço pelo pátio!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O futuro. Quantas vezes já convertemos um possível fracasso atual em sucesso futuro? Não que isso seja de todo mal, já que muitas vezes temos de apelar a projeções para aceitarmos o presente. O que eu questiono aqui (e me questiono com uma freqüência maior do que deveria) é o desejo de transpor etapas, de avançar alguns bons anos na linha do tempo, para um ponto em que se espera ter uma maior realização, tornando a felicidade uma promessa, nunca uma realidade. Seja qual for o motivo do nosso descontentamento presente, não é omitindo-o de nós mesmos que iremos transformá-lo em um futuro mais agradável. Somente questionando a nossa posição atual é que poderemos caminhar em direção a uma diferente.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;O presente. Único meio de desenharmos um passado memorável e um futuro brilhante. Enquanto lamentamos, o tempo corre (e realmente parece correr muito mais depressa nessas ocasiões). Minutos de insatisfação tornam-se horas fatigantes, e, quando damos por nós, dias e meses afundados em mágoas, inseguranças e questionamentos instalam-se no nosso viver. Porém, quanto maior a queda, mais triunfante é o levantar-se para o mundo novamente. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:85%;"&gt;&lt;br&gt;O passado tem seu valor, porém... já passou! Quanto ao futuro, sofrer por antecipação ou deixar-se tomar pela ansiedade não farão com que ele se converta em presente mais rapidamente. Portanto, cuidemos bem do nosso único instrumento de transformação, o presente, para que ele seja uma excelente fonte de recordações e um caminho seguro para o destino que mais nos convenha.&lt;/br&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-1836842116063432707?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/1836842116063432707/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=1836842116063432707' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/1836842116063432707'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/1836842116063432707'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/06/passado-x-presente-x-futuro.html' title='Passado x Presente x Futuro'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TAvDZQOCP4I/AAAAAAAAASE/lW0NOivcpe8/s72-c/sb10065545cl-001.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>2</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-2614505284705296978</id><published>2010-05-31T14:11:00.015-03:00</published><updated>2010-05-31T15:49:46.085-03:00</updated><title type='text'>Solidão: aprecie com moderação</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TAQEoGKQ3sI/AAAAAAAAARs/XgqchnaSMyg/s1600/solidao.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 240px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TAQEoGKQ3sI/AAAAAAAAARs/XgqchnaSMyg/s320/solidao.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5477508133684305602" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms', serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A solidão não deve ser encarada como abandono ou, no outro extremo, auto-suficiência. Solidão é, acima de tudo, uma questão de auto&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;conhecimento&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;. Não que devamos ficar reclusos somente a fim de realizarmos uma pesquisa antropológica - não usemos a ciência como desculpa para uma introspecção patológica. Apenas saibamos usar a nosso favor as situações que nos foram impostas pelo destino (pelas quais, na maioria das vezes, somos os grandes responsáveis).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;o:p&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Apesar de achar que felicidade só existe se compartilhada, ter uma companhia não deve ser um pré-requisito para se viver. Momentos de solidão e recolhimento são necessários e importantíssimos para alcançarmos o autoconhecimento. Momentos solitários nos quais a nossa sinceridade apresenta-se mais sincera. Não escolhemos palavras, não coibimos gestos; libertamos nossas manias das convenções sociais, valorizamos a nossa individualidade. A quatro paredes e a sós, enfim, autênticos. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/o:p&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A falta de companhia não deve ser um obstáculo ou escusa para se deixar de ir ao cinema, ao teatro, à locadora, para se preparar uma comida gostosa, passar um café ou passear pelo parque em manhã ensolarada. Não devemos depositar a responsabilidade pela nossa felicidade integralmente nas outras pessoas. A nossa própria e única companhia deve ser, ao menos, suportável. Para&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="apple-converted-space"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;isso, é indispensável prática, e muita coragem. Olhares piedosos ao adquirente de apenas um ingresso para uma sessão de cinema são os verdadeiros dignos de pena: esperam que os outros nos completem, quando já somos completos ao nosso modo. Quem não enxerga a sua completude, não conhece o próprio potencial, e acaba por se sub ou superestimar. Devemos buscar completudes semelhantes a que possuímos - a única coisa que os opostos atraem é desentendimento -, e fazer delas uma extensão da nossa, ampliando-a, não a completando.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;A solidão, quando moderada, é altamente saudável, porém, não se recomenda seu uso indeterminado por possuir elevadas doses de amargura e acarretar rugas insuscetíveis de correção estética. Não tenhamos medo da solidão, mas sim de nos acostumarmos a uma vida inteira em sua única companhia.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-2614505284705296978?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/2614505284705296978/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=2614505284705296978' title='6 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/2614505284705296978'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/2614505284705296978'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/05/solidao-aprecie-com-moderacao.html' title='Solidão: aprecie com moderação'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/TAQEoGKQ3sI/AAAAAAAAARs/XgqchnaSMyg/s72-c/solidao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>6</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-7478458806428871320</id><published>2010-05-17T11:31:00.014-03:00</published><updated>2010-05-17T14:41:33.407-03:00</updated><title type='text'>Gigantes atados</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S_F-68jecfI/AAAAAAAAAQc/fylbZJiae4Y/s1600/89838309.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 214px; height: 320px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S_F-68jecfI/AAAAAAAAAQc/fylbZJiae4Y/s320/89838309.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5472294573384298994" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Todos queremos ser grandes. Alguns, a ponto de serem notados pelos demais, outros, somente grande o suficiente para não se perderem de vista dentro de si mesmos.  Assim que atingimos o degrau uma vez almejado, lançamos os olhos no seguinte, e no próximo... Não nos contentamos com a estabilidade, com a possibilidade de uma rotina estabelecida, seja ela mesquinha ou não. Simplesmente não nos contentamos. Ainda bem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Todos queremos fazer algo grandioso. Deixar nosso nome rabiscado em algum cantinho de folha dessa história nada linear que se convencionou chamar existência. Alguns desejam ser autores da oitava maravilha, outros, somente fazer algo maravilhoso, digno de uma noite bem dormida ao se encontrar a paz que tanto se procurou, e que estava ali o tempo todo, ao alcance da nossa coragem.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Mas o que é que nos impede de desatar esses nós? De desfazer essas amarras invisíveis que nos prendem, quando proclamamos, em alto e bom tom, que somos &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;livres&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;? &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não somos nós quem levamos a vida. É a vida que nos leva. E um dia ela resolve não nos devolver mais, simples assim. Serão carregadas juntas todas as verdades tidas como absolutas, e que, de fato, não passavam de falsos moralismos, nos quais fomos doutrinados a acreditar, e, como se não bastasse, passá-los adiante, como uma canção que não se entende a letra, mas é entoada animadamente, em coro. E todas as amarras que ficaram por desfazer e os nós que ficaram por desatar, continuarão amarras e nós, com milhares de desejos mofados presos a si.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;É esse o meu maior medo: não conseguir me desamarrar a tempo e deixar que mofem todos os sonhos que trago comigo. Eu vivo muita coisa bonita nos meus sonhos. Não preciso nem de travesseiro, nem de cama macia para fazer com que eles aflorem: posso muito bem sonhar de olhos abertos, remota a tudo e todos a minha volta. E odeio ser interrompida de súbito, sem que me desapegue aos pouquinhos do meu outro mundo para, então, voltar à realidade. Não sei se isso é bom ou ruim, o fato de sonhar acordada. Acho que ao abrir os olhos já deveria encarar meu sonho como realidade. Ao menos é o que se espera (esperam).&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Eu gosto de aparentar segurança. Um andar convicto vale muito mais que a própria segurança. Guardo minha covardia embaixo da cama, para alimentá-la todos os dias antes de dormir. É ela quem me relembra os sorrisos e abraços a serem distribuídos e o caminho a ser seguido para que a mantenha latente, embora muito dominante nessa sua quiescência.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Por favor, não faça descaso da minha pouca idade ou falta de vivência: a vida não se restringe à soma de horas, dias, semanas, meses e anos ao currículo, mas deve-se também, e principalmente, à soma de algumas experiências que valem por uma vida inteira.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/i&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:'trebuchet ms';"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: small;"&gt;Não que eu as tenha vivido todas - espero levar um bom tempo para que isso aconteça; espero é que aconteça... -, apenas gosto muito de palpitar, e, há pouco, tomei três xícaras de café.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-7478458806428871320?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/7478458806428871320/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=7478458806428871320' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7478458806428871320'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7478458806428871320'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/05/gigantes-atados.html' title='Gigantes atados'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S_F-68jecfI/AAAAAAAAAQc/fylbZJiae4Y/s72-c/89838309.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-4698213304830120378</id><published>2010-04-10T10:39:00.004-03:00</published><updated>2010-04-10T16:37:39.640-03:00</updated><title type='text'>Três parágrafos de drama puro e dispensável</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S8DTXisyfJI/AAAAAAAAAPA/jsjjp2Upqf8/s1600/75547210.jpg"&gt;&lt;img style="display:block; margin:0px auto 10px; text-align:center;cursor:pointer; cursor:hand;width: 320px; height: 209px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S8DTXisyfJI/AAAAAAAAAPA/jsjjp2Upqf8/s320/75547210.jpg" border="0" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5458595149778156690" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-family: verdana, serif; font-size: x-small; "&gt;O céu é dos mais azuis e não oferece nenhuma nuvem de resistência para a passagem dos raios de sol, que parecem intensificar-se ao anunciarem o final de semana. As sombras produzidas realçam texturas e formas esquecidas - inclusive as que deveriam assim permanecer (a escuridão é, por vezes, mais cômoda e agradável do que uma claridade tão reveladora e sincera). O vento frio que entra pela janela, resquício de uma semana de temperaturas atípicas ou prelúdio do inverno, enche o quarto de desconforto, uma angústia sem causa específica ou cura conhecida, mas que aflora sentimentos, dúvidas; angústia expressa em dedos inquietos a teclar e um balançar constante da perna cruzada, suspensa no ar frio.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Nem mesmo um dia aparentemente bonito, uma vida perfeita aos olhos de quem vê e um caminho que se diz promissor conseguem persuadir uma vontade louca de chorar. Compulsivamente ou baixinho, enrolando-se nas cobertas para abafar tanto sentimento nu que escorre em forma de lágrima, frágil à espreita de julgamentos e expectativas, extravasado diretamente do coração, reservatório pequeno pra tanta emoção. Convertem-se em lágrimas as palavras não ditas na hora exata, detentoras de proporções assombrosas quando silenciadas por tempo demais. Convertem-se em lágrimas as lembranças mais doces, que, ao escorrerem dos olhos e atingirem os lábios, percebe-se terem adquirido o sabor amargo da incompatibilidade, a ponto de tornarem-se uma espécie de utopia. Convertem-se em lágrimas os sonhos, um dia, menosprezados, os objetivos frustrados, as cordas do violão não dedilhadas, e as vocais, atrofiadas. A trajetória porosa e enrugada das lágrimas representando a imensa distância que separa quem, teoricamente, está próximo, assim como representa a igualmente imensa saudade que aproxima os distantes. &lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;  &lt;p class="MsoNormal"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana, serif;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span" style="font-size: x-small;"&gt;Depois de respingar tanta angústia na cama, limpa-se na manga da camiseta o restinho de sentimento que ainda umedece a face e respira-se fundo, como aquela primeira grande inspirada que nos trouxe à vida. Mesmo com a claridade diminuída e as sombras atenuadas, são elas que revelam os reais motivos de preocupação, os problemas merecedores de um choro torrencial, seguido de uma resolução à altura. Eternos insatisfeitos, egocêntricos por excelência, nossos olhos deveriam chorar menos, enxergar mais. Porém, além de insatisfeitos e egocêntricos, somos, principalmente, humanos, abrigando a maior das ambiguidades dentro de nós - racionais, quão dramáticos somos!&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-4698213304830120378?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/4698213304830120378/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=4698213304830120378' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/4698213304830120378'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/4698213304830120378'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/04/tres-paragrafos-de-drama-puro-e.html' title='Três parágrafos de drama puro e dispensável'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S8DTXisyfJI/AAAAAAAAAPA/jsjjp2Upqf8/s72-c/75547210.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-6500238893193958651</id><published>2010-02-27T00:27:00.002-03:00</published><updated>2010-02-27T00:45:41.881-03:00</updated><title type='text'>A tristeza</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S4iVKe7gbgI/AAAAAAAAAMw/HCNCobvEEZg/s1600-h/82110831.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 213px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5442764157011127810" border="0" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S4iVKe7gbgI/AAAAAAAAAMw/HCNCobvEEZg/s320/82110831.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Tristeza não tem fim / Felicidade, sim". A voz aveludada de Vinicius de Moraes, ao acariciar a alma através de notas musicais, por vezes mascara toda a dramaticidade incrustada nessa combinação de palavras. Serão, então, o sofrimento, a angústia, a incerteza e o desencontro eternos, ao passo em que a alegria, o amor, o sorriso e o reencontro têm prazo para se esgotarem?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A tristeza é tida como fonte de inspiração em vários campos da arte: escritores, compositores e pintores, entre outros, dizem-se muito mais aptos a criar quando impulsionados pelos sentimentos desencadeados por ela. Não que a felicidade não mereça ser escrita ou pintada, mas geralmente recorremos a métodos mais calorosos e eufóricos para demonstrarmos esse estado de espírito: tocamos o telefone para os amigos mais próximos (inclusive para aqueles nem tão próximos assim), ou até mesmo vamos transmitir pessoalmente a boa nova, motivo da felicidade recém adquirida. Afinal, dizem que esta só existe quando compartilhada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Já a tristeza... A tristeza dispensa o compartilhamento para existir. Aliás, ela intensifica-se ao não ser compartilhada, e sim enclausurada dentro de nós, situação em que nunca seremos imparciais na sua análise. As sensações que a caracterizam assumem a dimensão de fios de lã, que, por si só, já são um emaranhado de tantos outros fios. À medida que vivemos, tecemos esses nossos sentimentos, enrolamo-los uns sobre os outros, a ponto de criarmos um novelo de emoções. Uma vez encontrada a ponta inicial e destacada do conjunto ao puxar-se com força, o novelo vai se desfazendo, rola como que tomado por vida própria, escorrega da poltrona e alcança o chão da sala, que se torna repleto de filetes de melancolia e mágoa. Esses sentimentos, aos poucos, impregnam o ar do ambiente, e inspiramos novamente uma dor que havia sido esquecida (ou ao menos se encontrava latente, quietinha). O novelo vai minguando, sumindo, tornando-se cada vez menor, revelando, enfim, sua ponta final, até se acabar em nada.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;No chão, por fim, tanta coisa que não pode ser dita, tanto amor reprimido e sonho sufocado, inúmeras possibilidades tolhidas... tanta lã inerte. Choramos, exaltados ou em silêncio, porém resignados: o novelo, mesmo desfeito, será sempre a nossa bagagem. Nossas dores não existem sozinhas, não podem ser isoladas umas das outras, daí a impossibilidade de serem confessadas: não restariam ouvidos atentos ou alguma compaixão que resistisse a tamanha tormenta de sentimentos. É aí que recorremos à arte, mesmo que de forma paradoxal: palavras e pontuação, cores e traços, a nossa subjetividade na sua forma mais detalhada. Recolhemos a nossa bagagem, agora um pouco mais leve e inundada de lágrimas, e seguimos adiante.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Entretanto, por mais que a tristeza seja uma constante, podemos intercalá-la com doses de felicidade sincera. Não temos necessariamente de estar felizes o tempo todo – a vida sem os seus percalços a serem superados careceria de boa parte do seu encanto. Cabe a nós termos o bom senso de fazermos com que essa felicidade finita dure um pouquinho mais, achando graça no que é menosprezado pelos outros, sendo menos rígidos nas nossas exigências pessoais, e, por último, reconhecendo a nossa real tristeza e deixando de lado aquela inventada, que serve somente para pesar na bagagem. No final das contas, tenho de, assim como em outra ocasião, discordar de Vinicius (que ousadia!): tristeza é, sim, bonita, mas a felicidade que seja infinita.&lt;/span&gt; &lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-6500238893193958651?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/6500238893193958651/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=6500238893193958651' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/6500238893193958651'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/6500238893193958651'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/02/tristeza.html' title='A tristeza'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S4iVKe7gbgI/AAAAAAAAAMw/HCNCobvEEZg/s72-c/82110831.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-7118415832273889745</id><published>2010-02-11T13:54:00.002-02:00</published><updated>2010-02-11T14:02:08.940-02:00</updated><title type='text'>O abrir dos olhos</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S3QofKTCyNI/AAAAAAAAAMo/X7hckl5Lk60/s1600-h/91913141.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 253px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5437015165948315858" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S3QofKTCyNI/AAAAAAAAAMo/X7hckl5Lk60/s320/91913141.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Estou certa de que você já digeriu milhares de palavras a respeito do Coelhinho da Páscoa, do Papai Noel e da Fada dos Dentes. Que já temeu o Bicho-Papão - e certificou-se de que este não habitava a escuridão sob o seu colchão -, pensou que as nuvens fossem feitas de algodão e que o sol subia e descia todos os dias. O mais impressionante é que um dia você acreditou nisso tudo, nós acreditamos...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Inventaram tanta coisa, contaram-nos tantas "mentirinhas do bem", para depois, como um forte beliscão em meio ao sono tranquilo, abrirem nossos olhos, fazendo com que encaremos uma nova realidade que em nada remete à candura da anterior, única e indiscutível até então.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Os olhos abrem-se gradativamente, seguindo uma escala crescente de decepções. A primeira rajada de luz a banhar a retina decorre do nascimento do irmãozinho. Poxa, você achou que seria único! Que o abraço da sua mãe seria somente seu, que as brincadeiras do seu pai seriam somente para divertir você! Então, você ouve um choro esganiçado a ecoar pelos corredores e depara-se com a ideia de ter de dividir, inclusive ceder.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Página virada, o tal irmãozinho não te causa mais tanto aborrecimento: é chegada a hora de ir para a escola. Paralisado em frente à porta da sala de aula, um nó forma-se em sua garganta, e milhares (elas realmente parecem milhares, quiçá milhões) de cabecinhas o encaram do lado de dentro, numa sincronia de pernas inquietas a balançar e de olhos curiosos a piscar. E o pior: ninguém ao menos se dignou de lhe avisar que a sua mãe não poderia permanecer ao seu lado. Orgulho ferido e um choro torrencial engolido, você caminha, cambaleante e cabisbaixo, para o último lugar disponível na classe - aquele na fileira do meio, o seguinte ao quadro-negro. O tempo lhe mostrará que a escola é o melhor lugar para se fazer amigos e às vezes aprender alguma coisa das apostilas; tornar-se-á um baú de memórias intensas, cheias de vida, além de lhe abrir um pouquinho mais os olhos para essa nova realidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O primeiro dia de aula já foi esquecido, há muito superado, e as cabecinhas donas dos pares de pernas inquietas e dos olhos curiosos hoje são o que você chama de amigos. É ao encarar um desses olhos curiosos (as pernas inquietas enquadram-se em outra faixa etária) que você sente um friozinho na barriga indescritível, tem a impressão de ficar encharcado de suor e de enrubescer a face de um modo constrangedor. O seu coração bate numa velocidade inversamente proporcional a distância entre vocês. Faltam-lhe palavras, falta-lhe coragem. Mas palavras e coragem não faltaram ao Fulaninho, que agora passeia pelo parquinho com os dedos entrelaçados aos da mão que um dia você sonhou segurar. É a decepção amorosa na sua face mais ingênua e simples, mas não menos dolorosa e cruel.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A essas primeiras decepções, acrescentam-se ainda a descoberta da farsa do Coelhinho da Páscoa - nem por isso abre-se mão dos ovos de chocolate... -, da farsa do Papai Noel - "então era o meu papai o tempo todo?" - e da farsa da Fada dos Dentes - hoje a sua mãe tem ao menos um deles transformado em pingente, sacudindo em alguma de suas pulseiras ou colares. Seus pais também já lhe falaram que bicho-papão não existe - ainda que você continue pisando mansinho e apressado ao atravessar o escuro. A escola, por sua vez, encarregou-se de explicar a relação entre os estados físicos da água e as nuvens e, apesar da turma toda afirmar efusivamente que enxergava o sol se movimentar acima de suas cabeças, o sistema solar foi finalmente desvendado (ou simplesmente engoliu-se sem contestação tudo isso que dizem ser verdade e acaba-se aceitando). E seguem-se tantas outras decepções...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando damos por nós, estamos com os olhos completamente abertos, e aquela primeira realidade, onde imperavam as crenças ingênuas, é lembrada com descaso e um certo ar de superioridade, e censuramos a nós mesmos por termos acreditado em tais histórias. Uma pena essa nossa realidade adotada deixar-nos tão exaustos à noite, quando fechamos novamente os olhos, a ponto de não podermos ao menos sonhar com aquela realidade perdida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-7118415832273889745?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/7118415832273889745/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=7118415832273889745' title='7 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7118415832273889745'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7118415832273889745'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/02/olhos-abertos-realidade-perdida_11.html' title='O abrir dos olhos'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S3QofKTCyNI/AAAAAAAAAMo/X7hckl5Lk60/s72-c/91913141.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>7</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-7913486439472227003</id><published>2010-02-04T16:13:00.012-02:00</published><updated>2010-02-06T23:49:31.642-02:00</updated><title type='text'>Destino, o real onipotente?</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S24cFB-YoDI/AAAAAAAAAMY/Sno0500JaSQ/s1600-h/machhh.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 282px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5435312673037787186" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S24cFB-YoDI/AAAAAAAAAMY/Sno0500JaSQ/s320/machhh.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;strong&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/strong&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;strong&gt;des.ti.no&lt;/strong&gt; &lt;em&gt;sm&lt;/em&gt; &lt;strong&gt;1&lt;/strong&gt; Encadeamento de fatos; fatalidade. &lt;strong&gt;2&lt;/strong&gt; Fado, sorte. &lt;strong&gt;3&lt;/strong&gt; Objetivo, fim.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Escapa à descrição do dicionário um significado não menos importante dessas três sílabas. Não é minha intenção, por mero prazer, discordar de qualquer editora, ou criar caso por não ter mais o que fazer (bom, talvez a segunda opção...). Enfim, o significado desprezado ao qual faço menção é o seguinte: o "destino" funciona também, para muitos indivíduos, como um grande depósito, um grande e onipotente depósito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Quantos são os que depositam todas as suas esperanças no dito "destino"? Cansados de remar contra a corrente, entregam a responsabilidade de suas decisões, o peso de suas escolhas, inteiramente nas "mãos" do Destino. Isso mesmo, letra maiúscula, já que agora estamos falando de uma entidade, praticamente um ser supremo. É imensamente mais fácil aderir a essa doutrina, que nos faz marionetes da vontade Dele, desprovidos de livre-arbítrio, do que abandonar a inércia e confrontar o que é dado como certo, imutável. Assim, qualquer infelicidade que nos aconteça, qualquer reviravolta que nos pegue de surpresa estará dentro de um contexto, não terá sido nossa culpa ou consequência dos nossos atos.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Corajosos são os que não acreditam &lt;em&gt;no&lt;/em&gt; Destino, e sim &lt;em&gt;em&lt;/em&gt; destino. Acreditar em um destino pra si pressupõe lucidez para criticar a sua realidade, ousadia para traçá-lo, determinação para alcançá-lo e uma sabedoria imensa para conservar o que foi conquistado. Por isso é que é muito mais fácil entregar-se à crença de que já estamos pré-destinados à uma vida inteira sem ao menos termos vivido a maior parte dela... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Parece impossível, até mesmo incoerente falar dessas atitudes em prol do seu destino para com os 980 milhões de miseráveis em todo o mundo (dados de 2004), com renda individual diária abaixo de US$ 1. Entretanto, não foi simplesmente aceitando a sua realidade social, política e econômica que Nelson Mandela alterou a de tantas outras pessoas, ou ainda que Machado de Assis, nascido pobre e epilético, neto de escravos alforriados, sem frequentar regularmente a escola, tornou-se um dos maiores escritores brasileiros de todos os tempos. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Apesar de considerar única cada situação, os exemplos anteriores só reforçam a teoria de que o nosso destino depende inteiramente de nós: temos livre-arbítrio para traçá-lo e alcançá-lo. Isso não exclui as crenças, a fé - sendo nossa força finita, precisamos de apoio nos momentos de fraqueza; apenas posiciona-nos como os verdadeiros escritores na nossa própria história.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-7913486439472227003?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/7913486439472227003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=7913486439472227003' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7913486439472227003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7913486439472227003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/02/destino-o-real-onipotente.html' title='Destino, o real onipotente?'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/S24cFB-YoDI/AAAAAAAAAMY/Sno0500JaSQ/s72-c/machhh.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-7856105569160190278</id><published>2010-01-01T15:27:00.005-02:00</published><updated>2010-01-01T16:57:00.950-02:00</updated><title type='text'>Pelos próximos 365 dias</title><content type='html'>&lt;a href="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sz5ExHOAa9I/AAAAAAAAAMA/TFGck9H2H90/s1600-h/buscando_felicidade.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 303px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5421846611942730706" border="0" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sz5ExHOAa9I/AAAAAAAAAMA/TFGck9H2H90/s320/buscando_felicidade.jpg" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Pois é, 2010 abriu suas cortinas. No palco, milhares de possibilidades, promessas de grandes e pequenos feitos, desejos sinceros, tantas expectativas para os próximos 365 dias - não mais do que 365, pois não suportaríamos viver sem intermitências; precisamos estourar uns fogos, colorir o céu, e respirar (antes a cada um ano do que nunca).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não falemos de 2009. O que passou, passou. Dizem que 2010 é o ano de Iemanjá. Com o perdão da Rainha do Mar, 2010 vai ser o &lt;em&gt;meu&lt;/em&gt; ano, o &lt;em&gt;nosso&lt;/em&gt; ano. Somos pessoas de sorte. Fomos agraciados com a oportunidade de podermos realizar tudo novamente, mas de um jeito diferente, do jeito que quisermos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que qualquer frustração anterior à nova data seja convertida em crescimento, em aprendizado que nos faça maiores. Que as vitórias de ontem nos incentivem a acreditarmos mais no nosso potencial, na nossa força - melhor do que mover montanhas, que ela &lt;em&gt;nos&lt;/em&gt; mova sempre adiante, principalmente nos momentos em que as pernas ameaçarem cansaço. Que deixemos um pouco do ceticismo e da desconfiança de lado (e aqui aponto o dedo pra mim mesma) e passemos a valorizar mais quem está à nossa volta. Se não acreditarmos que ainda existem bons corações espalhados por aí, seremos tomados pela solidão e pelo rancor, e nem o mais doce dos beijos irá resistir a tanta amargura que de nossos lábios se fará sentir. Que sejamos felizes com as/nas nossas escolhas para não termos de conviver com o fantasma do arrependimento a nos rondar. E, por último, mas não menos importante: que reaprendamos o valor do respeito. Respeito por todos, por tudo. Iniciarmos mais uma década com notícias pesarosas nos jornais, catástrofes climáticas, disparidades colossais e tantas outras coisas que hoje nos atormentam seria mais que um retrocesso: seria um passo a mais rumo à nossa própria "aniquilação" (desculpem o tom mórbido - melhor pecar por excesso).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aliás, algum palpite sobre quais serão os ícones da década de 10? O touro da Wall Street conseguirá conter o dragão vermelho da China? Qual a chance dos africanos, pobres e famintos, diante dessa briga de gigantes? 2010 lhes reserva um grande foco de atenção: a Copa do Mundo de Futebol - infelizmente, a primeira e única vez que muitos desviarão seus olhares para o continente africano. Em relação à política brasileira, brilha, brilha, estrelinha, que a tua hora de apagar está chegando... Espero. Cafés sempre cheiraram melhor do que qualquer palpite.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O ponteiro já está rodando...&lt;br /&gt;Que 2010 seja lindo, e repleto de poesia.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-7856105569160190278?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/7856105569160190278/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=7856105569160190278' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7856105569160190278'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7856105569160190278'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2010/01/pelos-proximos-365-dias.html' title='Pelos próximos 365 dias'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sz5ExHOAa9I/AAAAAAAAAMA/TFGck9H2H90/s72-c/buscando_felicidade.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-2001454671450094996</id><published>2009-12-26T23:11:00.013-02:00</published><updated>2009-12-27T01:23:23.154-02:00</updated><title type='text'>Essências</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SzbSF-Y3qDI/AAAAAAAAAL4/ggxVZ4yHWBM/s1600-h/christmastree.jpg"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; DISPLAY: block; HEIGHT: 320px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5419750201675458610" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SzbSF-Y3qDI/AAAAAAAAAL4/ggxVZ4yHWBM/s320/christmastree.jpg" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O Natal veio, tão logo se foi, e mal notei a sua passagem (o "chester" na mesa e o pinheirinho iluminado não permitiram o completo esquecimento). Não é com orgulho que essas palavras são proferidas. É com uma ponta de pesar por tudo o que foi e não mais é, irreversivelmente. O que uma vez era vivido com emoção e simbolismo, acompanhado daquele friozinho na barriga que antecedia a distribuição dos presentes, hoje veio, e tão logo se foi. E o pior: sei que não sou a única.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Quando foi que ficamos tão insensíveis? Não que tenhamos de crer irredutivelmente em tudo o que um dia nos foi ensinado, nem nos atirarmos em um consumismo descomunal movidos por um apelo sensacionalista (ou melhor: capitalista). &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A questão é que, dentre tantas atribulações e compromissos a que somos submetidos diariamente, apegamo-nos ao que julgamos ser essencial para nós, e acabamos deixando outras tantas essências de lado. &lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Toda a expectativa se perdeu, dada nossa crescente objetividade (o tempo nos é pouco... e tão valioso!). Perderam-se também os olhares (aqueles através dos quais se enxerga uma alma inteira, nua), tal como os sorrisos de canto de boca (aqueles que deixam escapar pedacinhos de alma não lapidada): inúmeros pequenos gestos, grandiosos pela sua capacidade de nos revelar tão naturalmente. Tentamos colocar palavras em tudo. Apropriamo-nos de vocábulos de outro idioma caso o nosso ainda não tenha designado um para determinada situação. Preenchemos silêncios cheios de significado. Enviamos cada vez mais e-mails, deixamos os telefonemas somente para as urgências - quando muito. Suspiramos ao sairmos de casa e ao regressarmos do trabalho, insatisfeitos com um destino que não passa do resultado direto de nossas próprias atitudes. O livro de cabeceira foi substituído pelo antidepressivo do momento. Incontáveis são os indivíduos que respondem ao "Boa Noite" do apresentador de telejornal para não terminarem o dia em completa afonia e solidão.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Nossas essências não soam tão essenciais... Em qual curva perdemos a nossa verdadeira natureza íntima? Ou será que a estrada que seguimos consternados nos conduzirá a ela? Se as respostas fossem lógicas e instantâneas, de nada valeria a caminhada. Restam-nos as flores à beira do caminho, o vento acariciando o rosto e ritmando o movimento dos fios de cabelo e o sol; que ele queime toda essa descrença e ilumine nosso longo e tortuoso trajeto.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-2001454671450094996?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/2001454671450094996/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=2001454671450094996' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/2001454671450094996'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/2001454671450094996'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/12/essencias.html' title='Essências'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SzbSF-Y3qDI/AAAAAAAAAL4/ggxVZ4yHWBM/s72-c/christmastree.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-6212463541299292680</id><published>2009-12-20T18:40:00.008-02:00</published><updated>2009-12-21T22:13:21.267-02:00</updated><title type='text'>Luíza, a estranha</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sy6xs-UU1GI/AAAAAAAAALI/Juy8xIxCCrk/s1600-h/ooooo.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 245px; height: 320px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sy6xs-UU1GI/AAAAAAAAALI/Juy8xIxCCrk/s320/ooooo.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5417462787973895266" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="text-decoration: underline;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;div style="text-align: left;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Caso já não tenham percebido, eis a verdade: sempre fui meio estranha. Desde o princípio. Peixe fora d'água, cheguei a ser alvo da preocupação de minha mãe: "só pode ter algo de errado com essa menina".&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando frequentava o jardim de infância, boné era acessório permanente na minha cabeça, protegendo-me de todos os olhares e julgamentos. Durante o recreio, nada de brincadeiras e risadas com os colegas: seguia a professora até a "Sala dos Professores" e esperava sentadinha o sinal tocar para, então, regressar à sala de aula na companhia dela.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Aos poucos, o boné foi ficando de lado e eu passei a conviver mais com os colegas. Nem por isso abandonei a timidez, marca registrada até o momento. Foi na segunda série do primeiro grau, aos sete anos de idade, que dei um passo significativo para vencer essa introspecção: participei do meu primeiro FELAC - Festival Lassalista da Canção. Foi cantando "Pense em Mim", de Leando e Leonardo, que subi no palco e encarei um ginásio inteiro lotado. Todos os olhares, toda a atenção, nenhum boné pra me salvar. Minha mãe havia providenciado um figurino especial para a apresentação, saia e colete jeans, no maior estilo sertanejo. Desisti da roupa numa crise pré-festival, quando também quase desisti de me apresentar. Convencida pelos meus pais, impus uma condição: cantaria de uniforme. Dentre os inúmeros participantes, eu era a única vestida de calça de moletom, camiseta de manga comprida e tênis "Fila". No palco, os movimentos percebidos eram o de um pé ritmado e o dos lábios cantando. Tirei o primeiro lugar, mas venci muito mais que um festival; venci uma timidez de grandes proporções, que não mais prenderia minha voz dentro de mim.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Mas a minha estranheza não termina aí. Minhas calças do uniforme do colégio eram frizadas embaixo, como as de ninguém. Já usava relógio de pulso desde sempre, como ninguém. Jogava futebol com os guris todos os recreios e detestava vôlei. Eu odiava dançar (hoje posso dizer que arrisco uns poucos passos; aliás, quem deve realmente saber dançar é o homem: a nós, mulheres, cabe acompanharmos o par...). Eu gostava (e gosto) de estudar. Cheguei a trocar de turma para ter aula com determinado professor, deixando meus amigos em outra sala. Até hoje não suporto usar salto. Se o faço, é as custas de muito sacrifício e extrema necessidade. Ainda troco as vitrines de lojas de roupas e calçados pelas de livrarias. Adoro tomar café à noite. Com leite. Não tenho nenhuma tatuagem e nada além de um furo para brinco em cada orelha - e assim sempre será. Saí de casa, embora todos os amigos tenham ficado. Foram várias as sextas-feiras que dormi antes das 22h e inúmeros os sábados e domingos nos quais levantei antes das 7h. Mesmo vestida e maquiada, consegui dormir antes de uma festa, abdicando dela, por ter esta começado muito tarde: 00h45. Ingeri bebida alcoólica numa festa pela primeira vez aos dezessete anos - e achei engraçado o seu efeito. Culinária realmente não é o meu forte. Costumo jantar até às 19h30 - e então fica evidente a extrema necessidade do relógio de pulso. Adoro inverno. Giro a chave duas vezes ao trancar a porta, rigorosas duas vezes. Enquanto todos visam Curitiba, eu escolhi Porto Alegre.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Todos somos estranhos ao nosso modo. Afinal, o conceito de "normalidade" é bastante flexível e ganha contornos e recortes de acordo com cada personalidade. Minha estranheza também não termina aí, mas não vou entregar tudo de bandeja.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-6212463541299292680?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/6212463541299292680/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=6212463541299292680' title='9 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/6212463541299292680'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/6212463541299292680'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/12/luiza-estranha.html' title='Luíza, a estranha'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sy6xs-UU1GI/AAAAAAAAALI/Juy8xIxCCrk/s72-c/ooooo.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>9</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-5344645636988505868</id><published>2009-12-18T13:42:00.000-02:00</published><updated>2009-12-18T13:43:20.685-02:00</updated><title type='text'>O que o teu silêncio me diz</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SyuhnIXF7JI/AAAAAAAAAK4/Bv6SgRH4-6k/s1600-h/silencioo.bmp"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 239px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SyuhnIXF7JI/AAAAAAAAAK4/Bv6SgRH4-6k/s320/silencioo.bmp" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5416600670474464402" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Eu sei o que o teu silêncio me diz.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei pelo teu olhar&lt;br /&gt;Que te condena pelo modo de brilhar.&lt;br /&gt;Eu sei pela ruga da tua testa&lt;br /&gt;Indignada sempre que alguém te contesta.&lt;br /&gt;Eu sei pela covinha da tua bochecha&lt;br /&gt;Que diz sozinha "não toque", "não mexa".&lt;br /&gt;Eu sei pelo bater dos teus dedos na mesa&lt;br /&gt;Dando voz a toda a tua tristeza.&lt;br /&gt;Eu sei pelo teu andar torto&lt;br /&gt;Desviando do que te causa desconforto.&lt;br /&gt;Eu sei pelo teu sorriso amarelo&lt;br /&gt;Janela direta para o que tens de mais belo.&lt;br /&gt;Eu sei pela tua mão que sua&lt;br /&gt;Transbordando de tanta amargura.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Eu sei bem o que quer dizer a tua palavra não dita.&lt;br /&gt;Sei, por isso me faço desentendida.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-5344645636988505868?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/5344645636988505868/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=5344645636988505868' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/5344645636988505868'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/5344645636988505868'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/12/o-que-o-teu-silencio-me-diz.html' title='O que o teu silêncio me diz'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SyuhnIXF7JI/AAAAAAAAAK4/Bv6SgRH4-6k/s72-c/silencioo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-7615736901191596855</id><published>2009-12-06T09:22:00.006-02:00</published><updated>2009-12-06T13:40:14.934-02:00</updated><title type='text'>Mudança, a única constante</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SxvPJLj5juI/AAAAAAAAAKw/K4hyZbgtX50/s1600-h/oii.JPG"&gt;&lt;img style="TEXT-ALIGN: center; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; DISPLAY: block; HEIGHT: 246px; CURSOR: hand" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5412147133844917986" border="0" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SxvPJLj5juI/AAAAAAAAAKw/K4hyZbgtX50/s320/oii.JPG" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;"Você não sente, não vê&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Mas eu não posso deixar de dizer, meu amigo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Que uma nova mudança em breve vai acontecer.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O que há algum tempo era novo, jovem&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Hoje é antigo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;E precisamos todos rejuvenescer."&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;(Belchior)&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ao olharmos fotografias de 40, 50 anos atrás, deparamo-nos com um tipo de mudança: aquela escancarada aos olhos, que tende a contrastar com o que nos circunda hoje sem o menor esforço.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Guiando-nos pela moda, as roupas dos anos 60 marcaram época ao incorporar, em cada curva e prega, as ideologias desafiadoras que embalavam toda uma geração. Nas mulheres, vestidos rodados e minissaia, estampas psicodélicas e geométricas, além das botas de cano longo. Nos homens, a influência dos Beattles era marcante, traduzindo-se em paletós sem colarinho, calças justas e japona do pescador.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Entretanto, dando um pulo na década seguinte, percebe-se que suas características mais evidentes em nada remetem à que a precedeu. Foi a época de reverberação do Festival de Woodstock, ocorrido em 1969. Os revolucionários de 60 assumiram uma postura mais calma na década de 70: os hippies. As urgências do mundo tiveram menos importância do que a própria satisfação e felicidade. O "Flower-power" estampava-se nos jeans bordados de flores, pantalonas tipo "Oxford" e saias longas e vaporosas até o chão, e vociferava, entre as notas de Led Zeppelin, "Make love, not war".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Essa viagem ao passado evidencia que mudanças são naturais, são saudáveis. Refletem toda a nossa inquietação, nossos sonhos latentes. E deixam marcas profundas, que são percebidas até hoje, seja no jeans que não sai do nosso corpo, seja na crença da paz e do amor (apesar desta estar um pouco empoeirada e jogada no cantinho da nossa sala de preocupações - tantas são as bobagens prioritárias!).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Entretanto, existe uma outra mudança. Muito menos evidente, tamanha a sua discrição; muito mais drástica, dada a sua proximidade. É a mudança que ocorreu semana passada, mudança que ocorreu ontem, e que ainda está ocorrendo. É a mudança que se dá dentro de nós. Assumimos uma nova postura, formulamos novos planos, abandonamos velhos idealismos. Nem ao menos percebemos o quanto vamos ficando diferente do que éramos... ontem. Despimo-nos, vestimo-nos. O "jeito de ser" recém-adquirido nos impulsiona a seguirmos, diariamente, a caminhada, repleto que está de possibilidades de encontrarmos "paz e amor" logo ali, logo além... &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;É necessário despedidas, algumas lágrimas, um certo aperto no peito - prova de que não nos falta humanidade e, pricipalmente, coragem. Coragem de muitas vezes contestar o que nos é imposto - por vezes mais cômodo - para buscar a nossa realização, a nossa promessa de felicidade - ainda que nossos sonhos sejam um tanto quanto utópicos: afinal, com os dois pés na realidade, de nada valeriam!&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;As luzinhas já estão piscando nas casas e monumentos; não há melhor momento para guardarmos a velha roupa colorida, cantarolando com Elis: "no presente, a mente, o corpo é diferente, e o passado é uma roupa que não nos serve mais".&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;ps.: é domingo, domingo ensolarado, e eu estou em casa novamente: nada mais inspirador (e perigoso).&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-7615736901191596855?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/7615736901191596855/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=7615736901191596855' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7615736901191596855'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7615736901191596855'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/12/mudanca-unica-constante.html' title='Mudança, a única constante'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SxvPJLj5juI/AAAAAAAAAKw/K4hyZbgtX50/s72-c/oii.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-229158631803650998</id><published>2009-11-20T20:34:00.005-02:00</published><updated>2009-11-20T21:24:49.458-02:00</updated><title type='text'>Saudades e vontades</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Que saudade que me deu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do colo teu&lt;br /&gt;Teu colo que é tão meu&lt;br /&gt;Acomoda tão bem toda a minha inquietude.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do teu abraço&lt;br /&gt;Melhor lugar onde me desfaço&lt;br /&gt;E viro criança insegura e carente.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do teu carinho&lt;br /&gt;Dos teus passos no meu caminho&lt;br /&gt;Do teu sorriso enchendo a sala.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade de que me pegues pela mão&lt;br /&gt;Me indiques a direção&lt;br /&gt;Não deixando que me sinta sozinha.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade de todas as companhias&lt;br /&gt;Dividindo tantas alegrias&lt;br /&gt;Amparando as desilusões.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade do meu coração feliz&lt;br /&gt;Mesmo estando onde sempre quis&lt;br /&gt;Bate nostálgico e melancólico.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Saudade da convicção que eu sentia&lt;br /&gt;Dos sonhos que eu tinha&lt;br /&gt;Da vida que se foi.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Que vontade que me deu...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de jogar tudo pro alto&lt;br /&gt;Botar o pé no asfalto&lt;br /&gt;Rumo à incerteza.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de pular alguns anos&lt;br /&gt;Alterar alguns planos&lt;br /&gt;E depois me arrepender.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de me perder completamente&lt;br /&gt;Ser dada como demente&lt;br /&gt;Só pra fazer as pazes com a sanidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de apagar o pouco que sei&lt;br /&gt;Acertar onde eu errei&lt;br /&gt;Recuperar as possibilidades que se perderam.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de te abraçar bem forte&lt;br /&gt;Não te entregar nem pra morte&lt;br /&gt;Ao menos que ela também me carregasse.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de ouvir a tua voz&lt;br /&gt;Driblar o destino algoz&lt;br /&gt;E voar de volta pro meu ninho.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Vontade de desligar a cabeça&lt;br /&gt;E esperar que a vida aconteça&lt;br /&gt;Transformando o que hoje é vontade&lt;br /&gt;Em lembrança que amanhã deixa saudade.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-229158631803650998?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/229158631803650998/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=229158631803650998' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/229158631803650998'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/229158631803650998'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/11/saudades-e-vontades.html' title='Saudades e vontades'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-4173159800524491003</id><published>2009-10-26T17:31:00.015-02:00</published><updated>2009-10-26T22:07:59.812-02:00</updated><title type='text'>Eu, Palpites e Café</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SuYfk7fsj5I/AAAAAAAAAJ0/cnYtAYwsjO0/s1600-h/cafe_coracao.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 222px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SuYfk7fsj5I/AAAAAAAAAJ0/cnYtAYwsjO0/s320/cafe_coracao.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5397035922756505490" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Pobres domingos: sempre condenados a encerrar um ciclo - o tédio que lhes é típico nunca permite o início de um. Quero dizer que ninguém opta por uma mudança drástica na sua vida em pleno domingo. Ainda mais se ele for ensolarado (deixando clara a minha impotência frente a essa combinação).&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se os últimos tempos têm sido de comilança além da conta, e justo no domingo você decide encarar definitivamente o espelho, de imediato começa a planejar um regime milagroso. Planejar, porque colocar em prática não cabe ao domingo, e sim à segunda-feira. Se o trabalho lhe toma tempo demais, e o que antes lhe proporcionava prazer só existe hoje em seus sonhos, uma introspecção dominical leva a uma mudança de atitude. Mas antes de adotar a nova postura, pilhas de relatórios aguardam ansiosas a sua exclusiva atenção, não o deixando esquecer do prazo de entrega que se aproxima. Mudança de atitude estando desempregado não lhe parece uma boa opção, então você empurra os idealismos de barriga, ficam pra segunda.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Porém, contrariando toda essa teoria insana, foi em um domingo que me aconteceu algo único, que teve início um dos mais importantes ciclos da minha vida: o amor.&lt;br /&gt;Após saltar da cama (sou uma pessoa extremamente diurna, que fique dito), caminhava para a cozinha, para esquentar o leite para o café, quando me deparei com a mesa da sala de estar toda arrumada, me oferecendo prato, pires e xícara, garfo, faca e colher, café em pó, açúcar e - pasme - pão francês amanhecido! Primeiro, a surpresa; depois, a comoção. Foi a gota d'água para eu me entregar sem amarras à pessoa que havia feito essa gentileza, esse mimo: eu mesma.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;De súbito, tudo ficou mais claro. Havia tempos eu estava me conquistando com presentinhos aqui, encaradas no espelho acolá... Mas a solidão de domingo de manhã, como que trazida pelos mesmos ventos desgarrados assobiados pela boca de Mário Barbará, me invade e me deixa completa e perigosamente vulnerável, a um passo de qualquer loucura que me alimente de humanidade. E eu soube direitinho onde me atingir. Foi, de longe, o café mais doce de todos os domingos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Se existe algo que não me canse o paladar, por mais que o consuma, é café. E, claro, eu sabia muito bem disso. Ao fim da tarde, lá íamos nós - eu e eu - à livraria, para percorrermos todos os seus corredores, espiarmos uns bons pares de livros, e então sentarmos, eufóricos de felicidade (os livros eram um mero detalhe), numa de suas poltronas fofas e pedirmos um café. Foi aí que eu apelei, e tirei da bolsa o livro de poesias que sempre carrego comigo. Ficamos assim, entre palpites e café, e o tempo escorreu-nos, como areia rala, pelos dedos entreabertos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O domingo ainda reservava uma noite incrível, entre suspiros e "como eu não percebi antes?!", despontando no raiar da segunda-feira. Iniciou-se, dessa forma, o meu, o nosso ciclo do amor. Ele até comporta uma terceira pessoa, formando um ciclo triângulo, mas que, de antemão se saiba, nunca será equilátero, visto que a distância que me separa de mim é muito menor que a imensa e duvidosa distância que nos separa de uma possível terceira pessoa.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;A mesa continua posta, e assim permanecerá daqui pra frente. E é por essas e outras surpresas que eu digo - e Vinicius concordaria comigo -: me desculpem as feiras, mas domingo é fundamental.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-4173159800524491003?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/4173159800524491003/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=4173159800524491003' title='5 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/4173159800524491003'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/4173159800524491003'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/10/eu-palpites-e-cafe.html' title='Eu, Palpites e Café'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SuYfk7fsj5I/AAAAAAAAAJ0/cnYtAYwsjO0/s72-c/cafe_coracao.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>5</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-3420814941220448081</id><published>2009-10-10T23:05:00.004-03:00</published><updated>2009-10-11T01:14:07.724-03:00</updated><title type='text'>O Pranto Celeste</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/StFbNbp6NhI/AAAAAAAAAJk/gp5cUkr69OE/s1600-h/Rain_Dance.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 218px;" src="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/StFbNbp6NhI/AAAAAAAAAJk/gp5cUkr69OE/s320/Rain_Dance.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5391190515259160082" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Hoje o céu chorou. Chorou o dia todo, sem intermiscências. Sua tristeza molha a vidraça, os carros na rua, em contraste com a felicidade do casal que se banha, entre abraços, em seu pranto - mal sabem eles que essa tristeza escorrendo por seus corpos, tão súbita quanto o amor, irá lhes atingir o coração.&lt;br /&gt;As lágrimas, logo ao amanhecer, encheram minha teoria da mais sensata convicção: mal se ocultou, a lua já havia deixado a saudade em seu lugar. Passaram a noite inteira juntos, com a lua irradiando seu brilho, como carícia, por toda a superfície negra, e esta destacando-a das reles estrelas que a circundam. Então, sem qualquer explicação, o astro foi, gradualmente, camuflando-se no azul cada vez mais claro que despontava, para perder-se calado.&lt;br /&gt;Tudo corria bem - falo por mim, não pelo céu, que àquelas alturas já apelava às nuvens de poluição para abastecer sua tristeza -, até o momento em que minha teoria foi arrastada pela correnteza cada vez mais intensa de pranto, como tantas folhas desprendidas de árvores o foram. Era de se esperar que a tristeza perdurasse todo o dia, entretanto, a proximidade da noite não atenuou sua voracidade, nem ao menos o fizeram os primeiros brilhos da lua rasgando o céu, concretizando a sua chegada. Seria, então,  o sol, que não mais o aquecia, a razão de tamanho desconsolo? As nuvens, carregadas de lágrimas, impediram a sua aparição durante o dia, e ele agora chorava, sentindo frio e saudade do calor do sol que o envolvia em abraço, aquecendo sua vastidão.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Hoje o céu não chorou. Não chorou o dia todo, sem intermiscências. Logo cedo, os raios de sol irradiaram na vidraça, nos carros na rua, contrastando com a gelidez do casal que caminha, silencioso, rumo a lugar nenhum, relutante em acreditar que a tempestade que os banhou ontem é menor que a de hoje. E quando os tons remetiam a fogo no horizonte, fez-se notar a lua, amparando, tímida, aqueles que hoje choram sem carícias de brilho, sem abraços de calor, carregando apenas as suas saudades infinitas.&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-3420814941220448081?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/3420814941220448081/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=3420814941220448081' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/3420814941220448081'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/3420814941220448081'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/10/o-pranto-celeste.html' title='O Pranto Celeste'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/StFbNbp6NhI/AAAAAAAAAJk/gp5cUkr69OE/s72-c/Rain_Dance.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-7809134103939003590</id><published>2009-09-24T22:34:00.006-03:00</published><updated>2009-09-25T00:58:38.973-03:00</updated><title type='text'>Perto ou Porto, seguro?</title><content type='html'>&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Srw9gwczYJI/AAAAAAAAAJc/69ifbUicciw/s1600-h/z197690068.jpg"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 214px;" src="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Srw9gwczYJI/AAAAAAAAAJc/69ifbUicciw/s320/z197690068.jpg" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5385246887399088274" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;Cada conquista representa uma perda inevitável.&lt;br /&gt;Cada passo que damos em direção a um destino, real ou utópico, acaba por nos aproximar dele, enquanto nos afasta, pouco a pouco, do que um dia nos foi porto seguro.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Será que o tempo é capaz de borrar cores e traços de rostos que já soaram tão familiares?&lt;br /&gt;Terá ele coragem de nos fazer esquecer de momentos que nos trazem tanto conforto, ainda que em lembrança?&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Quando bate a insegurança, questionando decisões passadas e expectativas futuras, restam-nos poucos abrigos, por vezes distantes, inalcançáveis... Recordações já não são mais suficientes; abastecem a memória, porém carecem da vitalidade que tanto nos encantou no momento em que foram imortalizadas.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;É então chegado o momento de abdicar o desejo de abraçar o mundo por um único abraço que valha toda essa imensidão; de renunciar à automaticidade que nos move, e, voluntariamente, dar-nos o direito de um desabafo sincero, um choro compulsivo, umas gargalhadas estrondosas, qualquer possibilidade de paz. É hora de aceitar que não reinamos absolutos e que podemos ser depostos a qualquer momento, reféns que somos das nossas próprias vulnerabilidades.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O porto seguro permanecerá sempre no mesmo porto, sempre seguro.&lt;br /&gt;Não foi ele que deixou de ser assim; somos nós que deixamos de vê-lo dessa maneira.&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-7809134103939003590?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/7809134103939003590/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=7809134103939003590' title='4 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7809134103939003590'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7809134103939003590'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/09/perto-ou-porto-seguro.html' title='Perto ou Porto, seguro?'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Srw9gwczYJI/AAAAAAAAAJc/69ifbUicciw/s72-c/z197690068.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>4</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-5128265233349244114</id><published>2009-08-30T10:37:00.008-03:00</published><updated>2009-08-30T11:47:00.930-03:00</updated><title type='text'>Esperando nada ao sol de domingo</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SpqPWohddxI/AAAAAAAAAJU/b0KM3L3eQ-Q/s1600-h/imagem.JPG"&gt;&lt;img style="margin: 0px auto 10px; display: block; text-align: center; cursor: pointer; width: 320px; height: 306px;" src="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SpqPWohddxI/AAAAAAAAAJU/b0KM3L3eQ-Q/s320/imagem.JPG" alt="" id="BLOGGER_PHOTO_ID_5375766724217763602" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;É domingo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;div style="text-align: justify;"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pra mim os domingos são altamente imprevisíveis. Já aprendi a não fazer grandes projeções, a não lhes dar nenhum crédito.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Decidi estender essa minha teoria para qualquer nebulosidade que não me permita distinguir o que se esconde além do próximo passo.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Esperar nada não significa estar despreparado para o que quer que se interponha no caminho.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Esperar nada significa aceitar que nem tudo segue o trajeto que definimos, apesar do destino final continuar inalterado. E são exatamente essas meandros, carregados de cores, perfumes, sons, e, principalmente, pessoas que encontramos pelo caminhar, que nos arrastam da nossa insignificância.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Esperar nada exclui automaticamente grandes expectativas, porém nos brinda com as melhores surpresas, nos momentos mais inesperados.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;De nada adianta antecipar certas emoções - todos os sentimentos têm hora certa para aflorar.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sofrimento antecipado gera angústia, e sofre-se em dobro.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ao mesmo tempo em que felicidade antecipada, gritada aos quatro cantos, pode não ser confirmada, restando apenas o eco e a esperança desolada.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Planejamento pressupõe riscos, possibilidades, razão, sensatez. Diferente desse jogo cego de expectativas infrutíferas. Permito-me, pois, àquele, acompanhado de uma boa dose de realismo e objetividade.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;O domingo é ensolarado, dos que exigem maior esforço para não sair sonhando e acumulando falsas esperanças.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-5128265233349244114?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/5128265233349244114/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=5128265233349244114' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/5128265233349244114'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/5128265233349244114'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/08/esperando-nada.html' title='Esperando nada ao sol de domingo'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SpqPWohddxI/AAAAAAAAAJU/b0KM3L3eQ-Q/s72-c/imagem.JPG' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-1963255839719611208</id><published>2009-08-14T15:17:00.004-03:00</published><updated>2009-08-14T16:35:37.586-03:00</updated><title type='text'>A dança das minhas chamas</title><content type='html'>&lt;a href="http://2.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SoW8Wu4gubI/AAAAAAAAAJE/5wZda4i9Sj4/s1600-h/322-1221364961vgdG.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5369905229437385138" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 166px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://2.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SoW8Wu4gubI/AAAAAAAAAJE/5wZda4i9Sj4/s320/322-1221364961vgdG.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;As palavras não precisam de convite formal para se apresentarem, dispensam cerimônia; basta olhá-las de esguelha para que jorrem, carregadas de verdades e mentiras, sensatez e alucinação. Foi numa tarde fria, em frente à lareira acesa, que elas brotaram, aos pares, trios, segurando um ponto aqui, uma vírgula acolá, estimuladas unicamente pela minha observação incessante do fogo. Foi aí que percebi que tudo não passa de uma dança, uma dança suave e contínua das chamas, que nos encaram e crepitam enigmáticas, perdendo-se em sua imensidão ao som do crispar de seu alimento. É essa coreografia flamejante que encanta os olhos e acalma o coração, rompendo o ar e a explicação, ora enrolando seus braços de calor, ora impondo uma erupção altiva, não menos cativante.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Ao alimentar essa química, me desfaço em papel, plástico e lenha. Minha dor virou celulose, viu-se estampada no jornal, e no instante seguinte fazia-se chama, esfera maciça de sofrimento vermelha e amarela, para depois morrer em cinza. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Dos meus segredos, medos e inseguranças, fiz plástico, como invólucro de bala, carecendo de sua doçura. Atiro-os ao fogo e eles inventam uma nova dança, contorcendo-se em seus recônditos, agonizando em ritmo lento, mas sem se fazerem notar por qualquer transeunte que desconheça tal aniquilação, esse meu ritual de libertação. Eles não se envolvem de chamas, não querem chamar atenção; deixo que queimem quietinhos, à sua própria cadência, pois sei que o seu destino final é inexorável - e eles também o sabem, nem ao menos se debatem, resignados à pulverização.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Caso o coração já não se encontre oco, suas paredes corroídas haverão de guardar minha essência, não mais corrompida nem vista de nuance. Um restinho de felicidade que a princípio ofusca, dado seu grau de pureza em contraste com a escuridão circundante, mas que torna-se um vício, a mais íntima das necessidades à medida que é admirada. Com as mãos em concha, felicidade vira carbono e vai parar dentro da lenha, que inicia, tímida, sua transformação em luz e calor. E é por estimar-lhe tanto, e querer-lhe tanto, que não a faço papel, que vira chama à menor faísca e pó com a mesma destreza, nem a faço plástico, que regride a um emaranhado negro sem ninguém perceber. É por amar tanto essa felicidade escondida e palpitante que a faço lenha, para que me hipnotize com sua dança de luz e me toque em forma de calor, aquecendo-me até não restar mais matéria a ser queimada, até não restar nada no coração, e ele próprio seja puramente cinza inerte e esfacelada.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-1963255839719611208?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/1963255839719611208/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=1963255839719611208' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/1963255839719611208'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/1963255839719611208'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/08/danca-das-minhas-chamas.html' title='A dança das minhas chamas'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://2.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SoW8Wu4gubI/AAAAAAAAAJE/5wZda4i9Sj4/s72-c/322-1221364961vgdG.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-8797269163000204619</id><published>2009-07-29T10:51:00.009-03:00</published><updated>2009-07-29T14:44:00.900-03:00</updated><title type='text'>Reles Imensidão</title><content type='html'>&lt;a href="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SnCJxPwU6mI/AAAAAAAAAIA/lwWc181aGQw/s1600-h/gerbera-spectrum.jpg"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5363938635334085218" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 104px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SnCJxPwU6mI/AAAAAAAAAIA/lwWc181aGQw/s320/gerbera-spectrum.jpg" border="0" /&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;É a tua infinitude que te engrandece, mas também te aprisiona, te cerca de limites e impossibilidades. Essa imensidão te liberta do supérfluo e da mesquinhez, mas não te livra nunca do murmurar inquietante da tua consciência. TEC. TEC. TEC. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;A hipocrisia fede. Esse cheiro te afeta, penetra teus poros e invade cada célula, fazendo germinar essa sensação de asco e desconforto que permeia tuas palavras e expressões. Perdoa minha ignorância, ser tão insignificante. És cristalino e inodoro, mas aqui fede muito.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Sinto-me entorpecer, não compartilho da tua amplidão. Perdoa minha finitude. Mas sei que a invejas a contragosto, apesar de toda sua podridão. É a tua mesma imensidão, que te engrandece e te aprisiona, que também te condiciona à solidão. Do alto da tua magnitude não vês ninguém como tu, e ninguém daqui te vê por inteiro; não entendes essa falsa e morna felicidade, interpretada com tanta veemência que se transforma em verdade absoluta e incontestável, ao mesmo tempo que não és compreendido por ninguém, ninguém..&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;És infinito, impossível de mensurar, quanto mais de se admirar. Contrasto com a tua vastidão, soberanas são minhas fraquezas e vulnerabilidades. Caminho sobre pedras falsas, circundada por flores artificiais exalando fragrâncias ainda mais sintéticas, que encobrem o cheiro oculto de tudo que finda.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-8797269163000204619?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/8797269163000204619/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=8797269163000204619' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/8797269163000204619'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/8797269163000204619'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/07/reles-imensidao.html' title='Reles Imensidão'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SnCJxPwU6mI/AAAAAAAAAIA/lwWc181aGQw/s72-c/gerbera-spectrum.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-2649692603986530925</id><published>2009-07-15T12:55:00.028-03:00</published><updated>2009-07-29T15:10:25.695-03:00</updated><title type='text'>O Espetáculo Oculto</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sl4Ik_NEbcI/AAAAAAAAAH4/DRy-fhsuvsk/s1600-h/francis-miller-toby-boas-an-aspiring-clown-getting-some-juggling-lessons-from-veteran-clown-jimmy-odonnell.jpg"&gt;&lt;span style="font-size:50;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5358730038152031682" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 240px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sl4Ik_NEbcI/AAAAAAAAAH4/DRy-fhsuvsk/s320/francis-miller-toby-boas-an-aspiring-clown-getting-some-juggling-lessons-from-veteran-clown-jimmy-odonnell.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt; &lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Já se aproximava outra noite iluminada. Ela se fazia sentir não pelo clarão da iluminação artificial exagerada, numa fusão dae cores ofuscante, nem pelas frestinhas de luz que emanavam da negritude do céu; menos ainda pelo cheirinho de pipoca recém-estourada que começava a tomar conta do ar ou pela agitação usual dos bastidores em meio aos preparativos para mais um espetáculo. Do isolamento de seu &lt;i&gt;trailer&lt;/i&gt;, que custava a chamar de lar, Arlindo sentia a noite propagar-se em som. No início, tímidas tentativas de conversa, interrompidas, hora e outra, por tons mais agudos e cheios de desenvoltura, que tomavam a forma de minúsculos corpos infantis. Passados alguns minutos, não mais se distinguia som algum, já que tudo se fazia som. Era assim, embalada em gritaria, choros e risadas, que outra noite iluminada adentrava no &lt;i&gt;trailer&lt;/i&gt; de Arlindo&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Para não disseminar conclusões precipitadas, essa mania incessante de tentar encontrar significado em tudo e preencher as reticências, deixo de lado a noite para me focar em uma escuridão ainda maior, Arlindo. Ou Palhaço Lindo. Durante o espetáculo de felicidade inventada, este; no espetáculo da realidade sem brilho e holofotes, aquele. Dos cinquenta e seis anos, delineados em cada ruga, aparente ou insinuada, foram vinte e quatro sob tinta, nariz vermelho e peruca. Desiludiu-se ao viver conforme os preceitos de uma sociedade hipócrita e mesquinha, que cobra deveres sem ao menos assegurar direitos e imprime valor (numérico, longe de sentimental) a qualquer substantivo. Não se excluem os abstratos, já que para se ter &lt;i&gt;atenção&lt;/i&gt;, paga-se a um psicólogo qualquer para ouvir &lt;i&gt;lamentações&lt;/i&gt; e incorporar uma relação de &lt;i&gt;afeto&lt;/i&gt; que não existe; ou ainda, para se recuperar a &lt;i&gt;beleza&lt;/i&gt; de outrora, paga-se a um bom cirurgião. Tudo muito metódico, programado para nunca deixar de funcionar. Tudo taxado de valor, e ao mesmo tempo sem valor algum. Mas o que de fato pintara seu o rosto e presenteara-lhe com um nariz de palhaço, literalmente, fora ter de pagar por envelhecer, para receber uma esmola quando não mais produzir e desligar-se da multidão que ajuda a girar essa engrenagem assustadora. Pois para se envelhecer, assim como para morrer, não basta estar vivo? Arlindo deveria pagar por ter nascido, como se respirar já não fosse um fardo suficiente&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;No picadeiro, virava Lindo, Palhaço Lindo. De fato, faltava-lhe o ar. Arrancar sorrisos dos abismos mais profundos e previamente inalcançados não lhe enchia em demasiado o bolso de dinheiro e a barriga de gostosuras, mas alimentava muito mais que o maior dos banquetes. Espantou-se com o primeiro choro desencadeado pelas suas expressões entusiasmadas e moldadas em delicadas pinceladas de tinta. Teria sido muito efusivo? Exagerara nos gestos e brincadeiras? Mas a trupe, percebendo que o palhaço recriminava-se em silêncio, apontou-lhe a naturalidade do ocorrido, afastando a incerteza que tanto lhe atormentava. Gargalhadas ou lágrimas, ao menos transcendera o grande temor que reside por trás de toda aparente confiança: a indiferença.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Fora entre os integrantes da trupe que se revelou A Malabarista. Com a mesma habilidade demonstrada ao ter total controle sobre as bolinhas que cortavam o ar, atingiam o ápice e mergulhavam de encontro ao próximo impulso, fez, do coração de Arlindo, &lt;i&gt;malabar&lt;/i&gt;. Perdido entre seus dedos compridos e sua pele macia, desafiou a gravidade ao ser impulsionado ao ápice do amor, deleitando-se em prazeres e encantamentos sem precisar esconder-se sob uma fantasia.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Pode-se até desconsiderar o momento seguinte ao que está sendo vivido, como pretexto para ignorar as consequências e desatar-se de responsabilidades, mas ele é tão inevitável quanto a queda de uma bolinha que atingiu a altura máxima e cansou de lutar contra a gravidade. E foi assim, como uma peça de seu número circense, que Arlindo foi caindo, vendo-se cada vez menos iluminado pela luz que escapava dos olhos d’A Malabarista, escorregando por entre seus dedos compridos, súbita e propositalmente abertos para não apanhá-lo.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;Às multitonalidades da sua caracterização, vinha agora juntar-se o branco dos fios de cabelo. A voz, antes emitida sem esforço e com muita espontaneidade, encobria-se numa rouquidão crescente e amedrontadora. As luzes que iluminam tudo em volta já não têm o mesmo brilho, a pipoca perdeu seu sabor em alguma parafernália moderna. Os tempos mudaram, a geração que hoje senta na plateia, também. As risadas soam ensaiadas e uniformes, uma cópia destoante e barata do que um dia foi um verdadeiro espetáculo. Mas são elas que anunciam outra noite iluminada. É hora de Arlindo não mais ter ar.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-2649692603986530925?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/2649692603986530925/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=2649692603986530925' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/2649692603986530925'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/2649692603986530925'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/07/o-espetaculo-oculto.html' title='O Espetáculo Oculto'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sl4Ik_NEbcI/AAAAAAAAAH4/DRy-fhsuvsk/s72-c/francis-miller-toby-boas-an-aspiring-clown-getting-some-juggling-lessons-from-veteran-clown-jimmy-odonnell.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-3935831374080324169</id><published>2009-07-01T14:03:00.014-03:00</published><updated>2009-07-29T15:13:38.275-03:00</updated><title type='text'>Entre as badaladas do tempo</title><content type='html'>&lt;a href="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SkudHISuD2I/AAAAAAAAAGk/6PlTNjGawhs/s1600-h/sem+tÃ&amp;shy;tulo.bmp"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5353545327870611298" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 295px; CURSOR: hand; HEIGHT: 320px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SkudHISuD2I/AAAAAAAAAGk/6PlTNjGawhs/s320/sem+t%C3%ADtulo.bmp" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Quanto tempo terá de passar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Quantas chegadas e partidas&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Para se fazer amar,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Amar sem promessas descumpridas?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Quanta vida há de se viver&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Antes de vivermos somente a morrer?&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Morrer de amor, morrer de felicidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Morrendo eternamente de saudade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;E a semente que ficou por plantar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Assim como toda declaração contida&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Seria flor e fruto, não faltasse regar&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Aos poucos secou e foi esquecida.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Muito - e sempre - deseja-se fugir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Sem pretensões para não se despedir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;E em tal refúgio, real ou inventado,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;O encanto retorna ao viver desamparado.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;E nesse respirar, e nesse digerir&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;As horas, quietinhas, não se fazem sentir.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Roubam momentos sem piedade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Para trancafiá-los na posteridade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;br /&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Não se levam sorrisos, não se levam opressões,&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Não se leva riqueza, nem as realizações.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Já no estertor, despedindo-se da realidade&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Nem ao menos quer-se levar, apenas deixar: deixar uma grande saudade.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-3935831374080324169?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/3935831374080324169/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=3935831374080324169' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/3935831374080324169'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/3935831374080324169'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/07/entre-as-badaladas-do-tempo.html' title='Entre as badaladas do tempo'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SkudHISuD2I/AAAAAAAAAGk/6PlTNjGawhs/s72-c/sem+t%C3%ADtulo.bmp' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-3164111936145669377</id><published>2009-06-16T19:59:00.029-03:00</published><updated>2009-07-29T15:12:59.054-03:00</updated><title type='text'>O Abraço Egoísta</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SjhE4vwcwpI/AAAAAAAAAGQ/fi1CU7Dw5as/s1600-h/oi"&gt;&lt;div align="left"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5348100299185504914" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 161px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SjhE4vwcwpI/AAAAAAAAAGQ/fi1CU7Dw5as/s320/oi" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt; &lt;/span&gt;&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SjhERLmN4eI/AAAAAAAAAGI/WtphAdedDmo/s1600-h/britto_hug.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/a&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left" align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Preciso fazer uma confissão, caso já não seja de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-corrected" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;consentimento público: sou extremamente egoísta. E extremamente consciente do meu extremo egoísmo. Ele não me domina em tempo integral, mas quando se faz sentir, enche-me de uma certeza cega de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_0"&gt;possessividade&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; em relação a tudo e todos que algum dia já estiveram ao alcance do meu apego.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Como egoísta convicta, não suporto a ideia de dividir. Odeio em silêncio quando sou dividida com horas de trabalho, &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_1"&gt;ações&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt; filantrópicas, e compromissos inadiáveis. Sufoco a amargura de ter de dividir você com teus novos e velhos amigos, com tua introversão, até mesmo - e em grande parte - com o que quer que te prenda àquela tela de computador ou televisão.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p align="justify"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Dividir-te com a distância dilacera-me o coração.&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;Ainda tomada por esse egoísmo, detesto dividir meus pensamentos e sentimentos mais reclusos, minhas inseguranças e certezas mais &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_2"&gt;indizíveis&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;. Quero deixá-los bem &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_3"&gt;quietinhos&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;, adormecidos dentro de mim, saciados pelo meu estoque ilusório de &lt;/span&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;span class="blsp-spelling-error" id="SPELLING_ERROR_4"&gt;autossuficiência&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:verdana;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Não me julgue da maneira errada (não me julgue de qualquer maneira!), juro que não sou movida à maldade. Apenas tenho uma vontade imensurável de abraçar tudo e todos que despertam em mim o que há de melhor em se estar vivo, e não deixá-los partir nunca mais, nunca mais... &lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Se receias o meu egoísmo, evita qualquer gesto simpático, qualquer ato amigável, sob o risco de seres aprisionado em um forte e imenso abraço.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-3164111936145669377?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/3164111936145669377/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=3164111936145669377' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/3164111936145669377'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/3164111936145669377'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/06/o-abraco-egoista.html' title='O Abraço Egoísta'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://1.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SjhE4vwcwpI/AAAAAAAAAGQ/fi1CU7Dw5as/s72-c/oi' height='72' width='72'/><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-7820014818580807553</id><published>2009-04-10T14:12:00.008-03:00</published><updated>2009-07-29T15:14:38.138-03:00</updated><title type='text'>Pontinha de eternidade</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sd-PWKbCusI/AAAAAAAAAFM/Ve4mxcmZGFE/s1600-h/abraco.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5323130895492889282" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 234px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sd-PWKbCusI/AAAAAAAAAFM/Ve4mxcmZGFE/s320/abraco.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;Caminhos diferentes impõem distintas trajetórias a corações tão parecidos e sorrisos tão sinceros quando juntos.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Ficam as fotos no álbum da memória, as risadas ecoando ao fundo e os flashes de lembranças ao som de uma ou outra música.&lt;br /&gt;A saudade é a maneira mais viável de fazermos com que um simples e curto momento dure para sempre.&lt;br /&gt;Como uma mania pessoal, tendo a classificar momentos. E por vezes me pego pensando baixinho: "esse vai ser revivido nas 'sessões nostalgia' de mais além...". E logo sinto o coração batendo em ritmos alternados de saudade e extrema felicidade.&lt;br /&gt;Essa é a sensação de que tudo valeu a pena e teve sua pontinha de eternidade.&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Não vivo para sentir saudade, &lt;/span&gt;&lt;div&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;mas sinto saudade por viver.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-7820014818580807553?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/7820014818580807553/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=7820014818580807553' title='3 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7820014818580807553'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/7820014818580807553'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/04/pontinha-de-eternidade.html' title='Pontinha de eternidade'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://4.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/Sd-PWKbCusI/AAAAAAAAAFM/Ve4mxcmZGFE/s72-c/abraco.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>3</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-5652551188867656444</id><published>2009-04-07T16:40:00.007-03:00</published><updated>2009-07-29T15:15:58.255-03:00</updated><title type='text'>Pequeno Recreio</title><content type='html'>&lt;a onblur="try {parent.deselectBloggerImageGracefully();} catch(e) {}" href="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SduyEYJA5QI/AAAAAAAAAFE/94OwEPmenKc/s1600-h/into-the-wild.jpg"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;img id="BLOGGER_PHOTO_ID_5322043172937852162" style="DISPLAY: block; MARGIN: 0px auto 10px; WIDTH: 320px; CURSOR: hand; HEIGHT: 185px; TEXT-ALIGN: center" alt="" src="http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SduyEYJA5QI/AAAAAAAAAFE/94OwEPmenKc/s320/into-the-wild.jpg" border="0" /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/a&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Verdana;"&gt;"As flores não murcham assim de repente&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Sem deixar seu perfume no ar&lt;br /&gt;E as sementes na terra...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;O sol não se esconde nas noites escuras&lt;br /&gt;Sem deixar a certeza que suas luminárias&lt;br /&gt;Voltarão outra vez...&lt;br /&gt;&lt;br /&gt;Como o sol e as flores que vão e retornam,&lt;br /&gt;As vidas humanas não vão por acaso:&lt;br /&gt;Elas deixam por onde passarem&lt;br /&gt;Não somente as marcas dos passos&lt;br /&gt;Mas, sobretudo, a certeza maior&lt;br /&gt;De que aqui nesta nossa existência&lt;br /&gt;Estamos passando somente&lt;br /&gt;O nosso pequeno recreio na Terra..."&lt;/span&gt;&lt;br /&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-family:Verdana;"&gt;[Nelson Rech]&lt;/span&gt; &lt;/span&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-5652551188867656444?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/5652551188867656444/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=5652551188867656444' title='1 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/5652551188867656444'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/5652551188867656444'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/04/pequeno-recreio.html' title='Pequeno Recreio'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><media:thumbnail xmlns:media='http://search.yahoo.com/mrss/' url='http://3.bp.blogspot.com/_5hN_ucgubiY/SduyEYJA5QI/AAAAAAAAAFE/94OwEPmenKc/s72-c/into-the-wild.jpg' height='72' width='72'/><thr:total>1</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-1787486914024091860</id><published>2009-04-03T18:33:00.003-03:00</published><updated>2009-07-29T15:16:26.129-03:00</updated><title type='text'>Lágrimas no rosto e vazio no coração</title><content type='html'>&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;"Lágrimas no rosto e vazio no coração.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Eram claros os sinais de que a vida real acabava de chegar para tomar o lugar de uma vida não perfeita, mas feliz.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoBodyText" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Ao fechar a porta – e trancá-la, após sucessivas recomendações de segurança que minha mãe me dera durante todas as férias – desatei-me a chorar. Um choro compulsivo e angustiante, mas contido, para não acordar minha companheira de apartamento. Ao dar o abraço de despedida para a partida de meus pais e minha irmã, senti um imenso nó formando-se em minha garganta, que segurou o “Amo vocês!” nas profundezas do meu pensamento. Como sabia que isso iria acontecer, escrevi palavras de carinho e agradecimento, já no dia anterior, que ecoariam carregadas do meu sentimento. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Enfim chegara o momento tão esperado: caminhar com as próprias pernas, deixar minhas pegadas na história de algumas pessoas, seguir rumo a um destino que só enxergo em sonho, visando torná-lo realidade. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Deixava para trás a segurança e o amor sempre presentes em minha casa. Abria mão do abraço apertado que tanto me fez – e faz – falta. Das conversas produtivas e também dos bate-papos sem compromisso, que suscitam as risadas mais aconchegantes e fazem o tempo passar sem esforço algum.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Usei muitos artifícios para driblar a solidão que imediatamente se instalou na minha nova vida. Dediquei-me ao máximo aos estudos, motivo de minha partida. Devorei livros, para que as palavras alimentassem meu desejo por comunicação e socialização.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Infelizmente, meu perfeccionismo exacerbado tomou conta de mim, ao querer representar meu próprio ideal por dentro e por fora. O espelho começou a refletir uma imagem de um corpo cada vez mais magro e de um olhar cada vez mais vazio e sem brilho. A ajuda veio em hora certa, graças ao olhar atento de meus pais. Várias pessoas contribuíram para a minha recuperação, da qual ressurgi com mais energia e conhecendo mais a fundo minhas inseguranças e aspirações.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Um ano se passou.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Nesse meio-tempo, alegrias, decepções, realizações e muita, muita saudade.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;O ano de 2008 começou com um objetivo claro: a aprovação no vestibular, passo extremamente importante para minha realização pessoal.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Entrei de cabeça desde o início, deixando em segundo plano minha vida social (que, aliás, sempre foi mais pessoal a social!) e meus momentos de prazer em frente a um bom livro ou filme.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;A vida de estudante de vestibular veio preencher as tardes vazias com muitos exercícios e aulas a revisar. Ao mesmo tempo, aumentou a distância que me separa de todos a minha volta."&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Essas palavras foram escritas em Junho de 2008 e ficaram sem um final. Até então, tal final não passava de uma grande incógnita, que não correspondia aos valores de "x" e "y" com os quais estava tão habituada e sequer poderia ser encontrado pelos métodos convencionais que as - inúmeras - fórmulas me disponibilizavam.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Mas esse era o caminho. Esse foi o caminho. Tudo mudou muito no segundo semestre, pra melhor. Amizades trouxeram paz pro meu coração e o conforto de que eu tanto necessitava. A proximidade do vestibular e as diversas possibilidades que surgiam daí me estimularam a seguir adiante. &lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;E só de pensar que foram nos últimos 4 dias dos 698 que tudo se concretizou... Olho pra trás e vejo que vivi uma mistura de sentimentos, mas o que predomina hoje é a gratidão - gratidão por mim mesma, por não ter desistido tão fácil dos meus sonhos.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;p class="MsoNormal" style="TEXT-ALIGN: justify" align="left"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Escrevi o meu final feliz. Pelo menos o desse capítulo, dentre tantos que minha história ainda me reserva.&lt;/span&gt;&lt;/p&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-1787486914024091860?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/1787486914024091860/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=1787486914024091860' title='0 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/1787486914024091860'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/1787486914024091860'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/04/lagrimas-no-rosto-e-vazio-no-coracao.html' title='Lágrimas no rosto e vazio no coração'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>0</thr:total></entry><entry><id>tag:blogger.com,1999:blog-3155249372957382442.post-3972445898062476364</id><published>2009-04-02T14:15:00.006-03:00</published><updated>2009-07-29T15:17:06.218-03:00</updated><title type='text'>That's how life goes</title><content type='html'>&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;br /&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Depois de dois anos turbulentos, aprendi a dar valor a dias calmos.&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Tão calmos que posso me dar ao luxo de ficar entediada, só pra depois me desentediar;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;tão calmos que pude voltar a encontrar prazer nas pequenas coisas, admirar o pôr do sol até todas as cores se fundirem em escuridão, sentir o vento soprar o desassossego e purificar cada cantinho da alma;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;calmos a ponto ver as horas comportarem-se como segundos durante uma boa conversa, e segundos transformarem-se em preciosidades ao perceber que verdadeiros laços de amizade resistem à poeira do tempo e à imposição da distância.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"  style="font-size:small;"&gt;&lt;br /&gt;&lt;/span&gt;&lt;span style="font-size:78%;"&gt;&lt;span style="font-family:verdana;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Somente em dias calmos assim percebe-se o real sentido de tudo, mesmo não passando de uma grande ilusão. A vida resume-se a uma busca por dias assim. Depois de grandes conquistas, de tanto esforço e trabalho, volta-se os olhos e o coração para as companhias mais agradáveis, os sabores mais irresistíveis, a melodia mais encantadora e até mesmo a solidão mais regeneradora... várias faces do desejo mais intrínseco: um dia calmo, um dia de plena paz. &lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-tab-span" style="WHITE-SPACE: pre"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;&lt;/span&gt;&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div style="TEXT-ALIGN: left"&gt;&lt;span class="Apple-style-span"   style="font-family:verdana;font-size:78%;"&gt;Justamente para os momentos de ócio criativo, abri as cortinas do meu pensamento. Vê-se, então, não um esplêndido palco, mas um caminho repleto de possibilidades.&lt;/span&gt;&lt;/div&gt;&lt;div class="blogger-post-footer"&gt;&lt;img width='1' height='1' src='https://blogger.googleusercontent.com/tracker/3155249372957382442-3972445898062476364?l=palpitesecafe.blogspot.com' alt='' /&gt;&lt;/div&gt;</content><link rel='replies' type='application/atom+xml' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/feeds/3972445898062476364/comments/default' title='Postar comentários'/><link rel='replies' type='text/html' href='http://www.blogger.com/comment.g?blogID=3155249372957382442&amp;postID=3972445898062476364' title='2 Comentários'/><link rel='edit' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/3972445898062476364'/><link rel='self' type='application/atom+xml' href='http://www.blogger.com/feeds/3155249372957382442/posts/default/3972445898062476364'/><link rel='alternate' type='text/html' href='http://palpitesecafe.blogspot.com/2009/04/thats-how-life-goes.html' title='That&apos;s how life goes'/><author><name>por Luíza P.</name><uri>http://www.blogger.com/profile/11069621010874330742</uri><email>noreply@blogger.com</email><gd:image rel='http://schemas.google.com/g/2005#thumbnail' width='16' height='16' src='http://img2.blogblog.com/img/b16-rounded.gif'/></author><thr:total>2</thr:total></entry></feed>
